domingo, 7 de maio de 2017

A saúde foi pro saco

Acho que desde que assaltaram minha casa não publiquei mais por aqui. Fiquei doente, fiquei deprê e só agora a poeira tá baixando. 
Por mais que a gente tente ficar bem, a sensação de impotência invade a gente e toma conta. E nisso, baixa imunidade e, como já não tô mais na flor da idade, qualquer brisa já me deixa gripada. 
Saí de uma gripe, não cuidei direito, fiquei gripada de novo, curou mais ou menos e foi. Até que essa semana, no pós-feriado, fui parar no hospital porque não conseguia respirar. Tudo isso o que? Junção de gripe mal curada.
Tá, confesso. Também extrapolei na bebida com todos esses feriados que tiveram. Cerveja, mojito, cerveja, Smirnoff ice, cerveja. Tudo isso acompanhado de boas doses de risadas e comilança, claro! Não dá mais pra abusar de tudo isso sem sofrer as consequências, não é mesmo?
Fora a gripe e a falta de ar, teve o maxilar que travou umas semanas atrás. Dor insuportável, a mordida não fechava, tudo o que eu comia fazia doer. Tive que procurar um especialista em buco maxilo pra resolver. Tomei mais remédios e fiz alguns exames. Acho que essa semana volto lá com os resultados pra ver o que fazemos com essa dorzinha chata que não vai embora.
Ou seja, a grana que eu não tinha tive que gastar com remédios e remédios, mais dentista e tô bem falida nesse maio. 

Teve muito mais remédio que só isso aí, mas as caixinhas já foram todas pro lixo.

Tudo isso é velhice ou apenas uma porção de sentimentos ruins que culminaram nisso tudo? Possivelmente a última opção. Sei que tô tentando voltar com as coisas nos trilhos, mas tá foda.
O Pilates que eu amava tá esquecido (num cantinho amado e pretendo logo resgata-lo). A dieta foi pro saco e, consequentemente, os quilos perdidos foram achados. Mas tá bom. Tá ruim, mas tá bom.
Quero continuar tentando ver o lado positivo de tudo porque uma hora a vida volta ao normal. Ainda acredito que os 30 são bem mais divertidos que isso! :) 
Da pra ser gente grande sem sofrimento, com planejamento e a alegria de criança de sempre.
Ah... fiz um Instagram. Vou tentar ser blogueirinha. Hahaha... sigam-me os bons! instagram.com/trintaepeixes :)

domingo, 2 de abril de 2017

Roubaram minha segurança

No último dia de um dos meses que eu mais gosto do ano, assaltaram nossa casa. Não levaram muita coisa, mas fez um estrago danado na gente. Não, graças a Deus não estávamos em casa. O estrago é emocional mesmo. O sentimento de impotência, de medo, de insegurança onde você devia se sentir seguro.
Em 30 anos nunca me roubaram um celular, então eu nunca soube como era esse poço de sentimentos ruins e que te invadem sem pedir permissão.
Meu primeiro pensamento quando meu marido me ligou foi "meus bichos". Sai correndo do trabalho até em casa pra ver se todos estavam bem e se estavam em casa. Como arrombaram porta e portão, eles poderiam ter saído. 
Com a graça divina todos estavam bem, mas até no olhar deles dá pra ver o medo. Tenho um gato muito medroso e, nesses dois últimos dias, tenho visto ele ainda mais medroso. Passa grande parte do tempo escondido. Na sexta-feira, quando cheguei para procurá-los, até o meu gato mais sociável estava assustado embaixo da cama. Me dá um nó na garganta vê-los assim. Pra mim, eles são meus filhos. 
Nesses dois dias que passaram, tem momentos que dá uma tristeza tão grande que não consigo controlar as lágrimas. Choro baixinho pra aliviar o sentimento ruim.



Tento não me deixar invadir, mas tem horas que é mais forte. Apesar de tudo, sou grata por estarmos todos bem (marido, gatos e cachorro) e procuro evitar o sentimento de raiva, ódio. De desejar o mal a quem tenha feito isso. O mal não se paga com o mal, então procuro evitar qualquer pensamento que me ligue a eles. Até quando fico chateada pelas coisas que roubaram. 
Meu, levaram um colar e pulseira que comprei no começo no ano e terminei de pagar agora :(. Também levaram um anel que eu amava, 3 perfumes, dois brincos e um colar de zircônia. Além disso, duas TVs.
TV, porta e portão o seguro cobre. Minhas coisas não. Tento não me chatear tanto e pensar que quando puder, (e já tiver mudado de casa) compro novamente.
Sim, queremos mudar. A localização da casa é ótima, mas a insegurança é maior. Só meu marido já foi assaltado 3 vezes aqui. Se eu que fui apenas 1 e já quero mudar, imaginem ele.
No mesmo dia, mais tarde, também assaltaram a casa de um casal de amigos. O prejuízo deles foi maior. Fazendo o BO descobrimos outras casas assaltadas. Há algumas semanas renderam um colega de trabalho e sua família ainda cedo. É assalto atrás de assalto e em todos o mesmo sentimento: medo, impotência, insegurança. E fica a dúvida: até quando? 
Até quando pagaremos impostos altíssimos, mas ainda precisaremos pagar alarme, seguro de casa, gastar mais para ter a casa mais segura? 
Até quando sairemos de casa com o receio de que a qualquer momento o celular pode tocar com alguém dizendo que invadiram sua casa?
Até quando faltará segurança, saúde, educação, infraestrutura e todas as outras coisas que faltam? A cada dia uma nova tramoia, mais dinheiro nos bolsos públicos e menos de resultado pra população.
Não é PT, PMDB, PP, PSDB e sei lá quantos mil partidos existem. O pior é saber que se (SE!) pegarem os ladrões (os que assaltaram minha casa ou os políticos mesmo) não ficam muito tempo presos. É deprimente! 
E fazemos o que? Seguimos com fé, fazendo o que está ao nosso alcance pra ver se melhora. Eles estão protegidos. Nós, nenhum pouco!
Amanhã vou ter que arranjar forças pra ir trabalhar com fé em Deus de que poderei chegar em casa no fim do dia sem nenhuma ligação que me assuste ao longo da segunda-feira. E assim será na terça, quarta, quinta, sexta, sábado e domingo. E na outra semana de novo. E de novo. E de novo. E sempre.
Não queria que fosse assim. Nem pra mim nem pra ninguém. Mas é como vejo. E olha que ainda tento ser positiva, mas não é fácil.
Como eu já disse pra quem me perguntou como estamos, dos males o menor. Estamos bem, mas com a cabeça a mil. Com o coração em frangalhos. Me resta ter fé e rezar pra esse sentimento passar logo. 
Que abril nos traga o pote de ouro no fim do arco íris pra podermos nos mudar logo. Sonhos ninguém roubam e não pagamos por eles não é mesmo? Então... deixa eu sonhar. 
Ah... não contei tudo isso pra me mostrar vítima (apesar de todos sermos). Escrevi apenas pra aliviar o nó na garganta. 

quinta-feira, 30 de março de 2017

Trintei

O objetivo era contar os relatos antes de chegar nos trinta. Bem... confesso que fiquei com preguiça de continuar escrevendo e meio que deixei de lado o blog. Hoje deu vontade de voltar a escrever e to aqui de novo.
Pra quem não me conhece eu trintei já. 10 de março. Teve beijo e aperto do marido a meia noite pra me dar parabéns, teve bolo surpresa dos colegas de trabalho (com cartaz da zueira), teve mensagem de quem se importa e me quer bem, teve correria pra organizar a festa que seria no dia seguinte. 


Também teve chuvão (e eu com o fiofó na mão porque o níver era no dia seguinte, em um lugar aberto e com pouco espaço fechado), teve mãe que não ligou e nem mandou mensagem (aí de mim se eu faço isso com ela!), teve correria pra embalar as lembrancinhas (que na correria do sábado eu esqueci tudo em casa!!!). Teve cansaço e correria, mas foi gostoso mesmo assim.
Aí acabou o dia 10 e dia 11 (que pra mim foi o 2º tempo do dia 10) começou cedo. 6h da manhã (inventei de fazer a festa no almoço porque era meu sonho reprimido de casamento que aconteceu a noite). Pai e mãe chegando de ônibus (eles moram no MT), eu saindo de casa pra depilar o suvaco que esqueci de depilar na semana, pegar o restante das coisas que loquei, revelar foto que esqueci de revelar. Coloquei marido pra pagar as coisas que faltavam, levar o que precisava pra Chácara onde seria a festa e eu poder me emperequetar em paz. Fui fazer escova e me maquiar.
Saindo do salão, olho pro céu e vejo umas nuvens de chuva. Rezei pra Santa Clara colaborar e mandar um solzão bonito e pra São Pedro se comportar e ficar na dele.
Cheguei em casa, tomei banho de gato, coloquei vestido, fui buscar o bolo. Eis o bolo! 


Lindo como podem ver, mas os buracos de Campo Grande não ajudam. Uma distância que eu percorreria em 20min, levei 40 porque fui dirigindo a 30km pro bolo não tombar. Claro que ele deu uma tombadinha, mas sobreviveu e é isso que importa.
Marquei a festa para às 12h e cheguei 12h30. Hahahaha....
Amigos lindos de infância vieram celebrar comigo. E como escravos do dia (era nosso trato da adolescência) foram me ajudar a montar a mesa dos doces e os outros paranauês que inventei. Tudo lindo, tudo certo. Sol lindo e com poder de derreter pessoas (mas a make tava tão diva que não derreteu!).




Teve bebidas, teve arroz carreteiro, macarrão 4 queijos. Também teve risadas, abraços, presentes (adoro ganhar presente!). Teve parabéns bonito e com amigos cantando com voz de gás hélio. Teve bolo. E teve doces e mais doces. Teve sol, não teve chuva. Teve um dia lindo que vou guardar com todo amor e carinho na minha memória!




E agora trintona eu me sinto pouca coisa diferente. Continuo emotiva, comendo devagar (quase que parando), continuo comendo horrores (e com vontade de ser magra), continuo a louca dos bichos (principalmente dos gatos), continuo sonhando, correndo atrás, acreditando positivamente em tudo. Mal de peixes (mas prefiro acreditar que é bênção porque coisa chata é gente negativa!).
Acordei saudosa e com vontade de viver os dias 10 e 11 de março tudo de novo.


Deve ser porque o mês está acabando. Enfim... quis compartilhar um pouquinho da minha chegada nos 30. Tô aqui pensando como posso ganhar dinheiro virando blogueira de 30. Hahaha... mas acho que vai ficar só na imaginação mesmo. Enfim... vamos compartilhando as descobertas e vivência dos 30. Prometo que tentarei ser mais frequente. :)
*
OBS: caso queiram saber onde loquei/comprei as coisas da festa. Indico todos com muito amor. Segue a lista!
- Local da festa: Chácara das Meninas - não fica longe e o lugar é um sonho, fora que a Fran (dona da chácara) é uma querida;
- Peças da mesa do bolo: Sua Festa CG - eles têm peças de cerâmica lindas, por um preço super em conta. Também alugam painéis, mesas e outras coisas que não lembro aqui;
- Bolo: Maria Filó Brigaderia - super atenciosa e com um bolo SEN-SA-CI-O-NAL. Sonho com ele todos os dias, querendo um inteiro só pra mim;
- Doces: by me - apenas as carolinas que cruzaram a divisa do estado, vindo de Rondocity. Para quem quiser comprar: Arte e Pães;
- Lembrancinhas: Rosa Carolina Doceria - mini pão de mel e brownie. Como eu disse no texto, eu esqueci as lembrancinhas em casa. Ficaram tão lindas! Fiquei magoada de ter esquecido, mas né... não dava pra ir em casa buscar. Feliz do pessoal que me encontrou depois e acabou ganhando. hahaha...
- Arroz carreteiro: Solange - ela não tem buffet, mas quem quiser o contato dela é só me pedir. Além de prestativa, cozinha MEGA bem e cobra um preço lindo;
- Make and hair: Marianna Ratier - além de uma querida, profissional talentosíssima;
- Vestido: Antix (amor eterno!).

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Sobre mim, sobre os 30, sobre ser você mesma

Há tempos venho ensaiando um post, mas no fim das contas não o faço. Já pensei em falar sobre pais (os nossos mesmo), sobre saúde, sobre trocentas coisas que não lembro agora. Começo o texto na minha cabeça antes de dormir, durmo e esqueço tudo o que pensei no dia seguinte.
E nesses últimos tempos tem um bocado de coisa acontecendo que mal consigo pensar no que escrever. Poderia falar sobre aprender a não criar expectativas (sofro com isso ad eternnum), sobre como devemos ser mais tolerantes e pacientes com nossos pais, sobre a nova dieta que tô seguindo e sobre mais um punhado de coisas que passa na minha cabeça. E desses vários assuntos, escolhi falar sobre aprender a ser você mesma.
Acho que nunca tive problemas em ser eu mesma, sabem. Nunca fui do tipo de fazer de tudo para agradar os outros.  Teve um tempo que eu era sincera demais com tudo e isso acabava magoando muita gente. Aprendi a falar apenas o necessário.
Já fui mais riso solto e aberta a todo tipo de pessoa. Hoje não faço a simpática com qualquer um, só se o santo bater mesmo. Mas isso não significa que eu seja mal-educada com as pessoas, apenas não fico chubolando ninguém.
Me faço presente pra quem acho que vale a pena, mas acho que deveria ser muito mais presente na vida de muita gente. O carinho tá ali, tá guardado e demonstro ele sempre que necessário.
Tento ser positiva a maior parte do tempo. Afinal de contas, coisa boa atrai coisa boa. Se você só resmunga e pensa negativo... bem, é óbvio que o poço vai ficando maior e mais difícil de sair dele.
Quando falam que com os 30 vem a maturidade e a tranquilidade de ser você mesma, vejo que não tem coisa melhor que isso. A gente aprende a lidar com tudo. Com gente babaca, com decepções da vida, com altos e baixos. E, finalmente, aprende a valorizar aquilo que nos faz bem. Um fim de semana à toa em casa, uma conversa jogada fora com amigos de anos, um churrasco descompromissado e sem a necessidade da bebedeira.


Você começa a pensar no futuro com mais seriedade, mas também sem muitas cobranças. Aprende a gostar de você como você é e a fazer só aquilo que gosta e acha importante. Estudar é um prazer, fazer exercício físico é menos pesaroso e mais prazeroso, comer bem é essencial pro corpo ficar bem (mas uma jacada de vez em quando – ou sempre – é muito bem-vinda).
Tudo o que pesa (pessoas, trabalho, opiniões) fica pra trás. Você absorve só o que te acrescenta e faz bem.
Ainda sou chorona, ainda quero salvar todos os animais do mundo, ainda guardo mágoas (sei que não é bom, mas guardo), ainda crio MUITA expectativa e me decepciono um bocado, mas quem disse que os 30 são o fim de todos os problemas? Na realidade acho que idade nenhuma será. A gente aprende muita coisa, mas ainda há muito o que aprender. O que muda é que o aprendizado passa a ser mais fácil, mais leve.
Os 20 foram lindos, sem dúvidas. Muita coisa boa vai ficar guardada e lembrada pra sempre com muito carinho. Para o 30 quero mais. Quero gargalhadas, doces, exercícios, aprendizado, amigos, viagens e trabalho. Quero gatíneos, quero filho (é eu quero!), que casa nova e sonhos realizados. Também quero cair e levantar.


 Quero viver mais o que vale a pena. Quero apenas o que importa.




segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Sobre tempo, aprendizado e realização

Há semanas venho ensaiando um post e até agora não consegui parar para escrevê-lo. Falta tempo, falta foco, falta coesão nas frases, mas, na verdade, o que falta mesmo é tempo. Quem convive comigo tem ouvido ultimamente como o meu lado materno tem aflorado, mas nesses dias de correria penso "não, acho que ainda não dou conta".
No fim de semana encontrei uma amiga de faculdade que teve baby esses tempos atrás e recentemente voltou a trabalhar. Perguntei "e como vão as coisas? Sobrevivendo?", ela só afirmou "exatamente isso, sobrevivendo".
Olha.. quero deixar aqui a minha admiração às mães e aos meus colegas de trabalho que estão no perrengue diário e ainda chegam em casa e precisam rebolar pra cuidar da cria. Imagino que é só o pimpolho (a) abrir um sorriso que a energia recarrega, mas olha.. não deve ser brinquedo.
E ao contrário do que possam pensar, não, não estou reclamando do meu emprego. Acho que nunca me senti tão realizada profissionalmente. É correria, é afobação, mas dá orgulho. De verdade. Dá orgulho de trabalhar com gente que dá o sangue junto com você, que rala junto com você e que não faz corpo mole. Já trabalhei com muita gente que é só mimimi e muito ego. Ali a coisa funciona de outro jeito e o cansaço no fim do dia compensa. E isso me faz chegar ao assunto que queria: realização profissional.
Quando eu era mais nova me via veterinária. Quem me conhece sabe que sou a louca dos bichos, mas com o tempo vi que o amor era demais, mas o estômago pra coisa era de menos. Ou seja, eu ia morrer de fome (porque ia acolher tudo quanto é bicho) e não sei se aguentaria ver muito bicho estrupiado.


Eis que no Ensino Médio tive excelentes professores de português, redação e literatura (gratidão eterna a eles!) que incentivavam à leitura e nos motivavam sempre. Ali me apaixonei pelos livros, pela escrita e então, cogitei jornalismo. Mas o glamour da Publicidade me fisgou e pensei em fazer. Passei para os dois cursos e optei pela Publicidade.
Bem, quem conhece o mercado publicitário de Campo Grande sabe que ele não é nada glamouroso. Que me perdoem os colegas de profissão, mas a maioria é bem acomodada. Não é nada unida, não corre atrás de melhorias, não busca cursos e crescimento. O mercado não valoriza? Não, mas quem disse que você precisa esperar o outro para melhorar a si mesmo?
Trabalhei 5 anos em agências, mudando de galho em galho e como eu me sentia cansada. Não de muito trabalho, mas da mesmice em si. Do ego inflado dos donos de agência, do cliente que tem sempre razão. Eu também havia me acomodado, me deixado levar pela maré. Então saí (saíram comigo, mas na realidade eu agradeço demais por isso).
Nos últimos 3 anos (tenho 7 de formada) busquei mudar. Fiz cursos, comecei uma pós (mesmo que não tenha me acrescentado muita coisa), troquei experiência, fui home office. Aprendi, ralei, tomei na cara, mas cresci demais. Como profissional, mas principalmente como pessoa. Tenho certeza que se hoje sou uma pessoa/profissional mais equilibrada no meu trabalho, tenho certeza que foi graças aos frutos que colhi nesses 3 anos de experiências. Trabalhar como home office não tem nada de moleza.


Você precisa de horários, de planejamento, de tempo. Para você, para o seu trabalho, para fazer funcionar. E isso tudo porque é só você que tem o poder de fazer as coisas darem certo. Ganhei e perdi clientes, mas penso sempre que apesar de toda dificuldade eu ganhei sempre. Ganhei experiência, oportunidade de crescimento, oportunidade de me conhecer, de me descobrir.
Ainda tenho pessoas que me indicam (para desenvolver trabalho de mídias sociais) e outros que me procuram para outros trabalhos (freela de redação, assessoria de comunicação, naming). E eu sei que tudo isso conquistei graças ao meu esforço, a minha dedicação. Sempre que alguém me procura pra algum trabalho uma vozinha dentro de mim diz "valeu, garota!".
Não sou um Washington Olivetto, muito menos um Nizan Guanaes. Não ganhei Prêmio Morena de Criação Publicitária, nem nada do gênero. Mas fazer aquela análise pessoal hoje e ter orgulho de si mesmo, já é um baita prêmio.
Deixei de ser home office há alguns meses. Pela situação financeira das empresas perdi muito cliente. O desespero bateu e corri atrás de outra oportunidade, isso ainda no ano passado. Agraciada por Deus fui, pois passei num processo seletivo bastante disputado (as agências locais estavam mandando muita gente embora, então muita gente participou do mesmo processo) e comecei a trabalhar em uma excelente empresa. É corrido, mas conheci pessoas incríveis aqui. Pessoas dispostas a trabalhar em equipe e que se importam um com o outro e isso faz uma diferença danada no nosso dia a dia.
A gente sempre pode crescer, (re) aprender. Se estamos confortáveis onde estamos, estranhe. Isso se chama comodismo. Aquela sensação de desconforto é que faz a gente andar pra frente. Ela não me agrada, mas é ela que me move. E o cansaço no fim do dia, passa batido depois de mais um trabalho entregue. Me sinto gente grande de verdade.
Hoje posso dizer que me encontrei: como pessoa porque evito pessoas e situações que me desagradam. Enfrento apenas aqueles que são extremamente essenciais! E me encontrei como profissional: porque faço o que gosto e acordo todos os dias com a certeza de que estou onde quero estar.


E você? Já chegou onde gostaria? Não deseje, faça acontecer. Apenas isso. :)


quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Sobre os 30, a velha e a moça

Nesses meus (não tão) longos 29 anos de vida já deu pra viver um bocado e posso dizer com toda certeza, que nunca me senti tão plena e realizada. Queria um parâmetro de comparação, mas acho que não tem.
Comparar com adolescência não dá, porque né... Quem, hoje em dia, em sã consciência, acha que era tudo aquilo que pensava quando adolescente? Recém-formado é tudo farra. Ou seja.. cerveja. Clichê, mas é exatamente isso. Foi depois dos 25 anos que fui me encontrando, tudo foi se encaixando e na beirada dos 30, parece que tudo faz sentido.
Tava lendo um texto que falava justamente sobre isso. Sobre as libertações dos 30. A gente aprende a lidar com os problemas com mais maturidade e encarar as chatices com menos “mimimi” (e olha que pisciano adora um drama, adora um mimimi).
Estar acima do peso é chato, mas não é o fim do mundo. O cabelo tá rebelde? Prende. A amiga tá chata? Ignora. Tá com roupa demais? Desapega. A família tá reclamona? Você tenta acalmar os ânimos e se ninguém te dá moral... bem, fazer o que né? Estuda porque gosta. Lê um livro porque é apaixonada por leitura.
Julga menos. Aceita mais. Engole alguns sapos e tá tudo bem. Briga e sabe reconhecer um erro. Pede desculpas. Acorda de mau humor e aprende a ficar na sua. Chora de felicidade e ri de desespero. Sonha. Planeja. Se sente a pessoa mais feliz do mundo quando consegue realizar.
Você aprende a ouvir e a falar só o necessário. Faz a unha porque gosta, não porque precisa. Come iogurte e coisas integrais porque faz bem pra saúde. Mas também como uma barra inteira de chocolate pra curar  a TPM. Ficar forever sedentária está fora de cogitação. Se arruma quando quer e porque quer. Pouco importa se alguém vai te olhar torto porque tá de All Star. Faz as coisas por você e não pelos outros.

Mas sabe, também começam as manias da idade. Sai apagando as luzes porque fica incomodada com tudo aceso. Arruma a casa porque faz um bem danado ver ela ajeitadinha. Tenta cuidar de planta. Não consegue. Tenta de novo. E de novo. Ad eternum essa luta!
Gosta de receber as pessoas em casa e sair menos pra barzinho. Acorda cedo no sábado ou no domingo pra curtir mais o dia. Vê seus pais com outros olhos. Vê sua realização pessoal e profissional com outros olhos. E tudo o que parecia um caos quando eu tinha 17 anos, começa a fazer sentido.
Já ouvi dizer, de mais de uma pessoa, que eu sou uma esponja. Absorvo tudo. Tristeza, felicidades, ansiedades. Isso eu não senti muita diferença. Continuo sendo tipo o Bob. O que tenho tentado mudar é me afastar de quem vive num poço sem fundo, num mar de lamúria. E olha... tem sido a melhor coisa que tenho feito por mim. Me vejo em primeiro lugar e isso não é egoísmo algum. É amor próprio.
Se eu pudesse voltar no tempo, diria pro meu eu mais novo ser menos afobada, menos ansiosa, menos medrosa. Porque ela vai conseguir. Vai dar medo? Vai! Mas você vai meter a cara, vai cair e vai aprender. Vai descobrir que aprender é o que importa.
Vai ter amigos e colegas, e algum deles você vai querer pra sempre por perto (mesmo longe). E vão ter outros que você vai achar que é seu amigo-irmão, mas foi só naquela época.
Que o tempo é ela quem decide, porque ele é infinito. Porque não tem idade pra estudar, pra trabalhar, pra reconhecer e se conhecer.
Que a beleza vem com a maturidade. Vem em forma de aceitação. De se olhar, se sentir feliz com o que vê, com o que faz. Que viver no mundo do Peter Pan deve ser chato e que ficar mais velho é gostoso.


E se eu pudesse viajar no futuro, quero dizer pro meu eu idoso pra não perder a fé nas pessoas, mesmo aquelas que te decepcionam. Pra não perder a alegria em comemorar aniversários. Pra ser menos rabugenta e mais sorrisos. Pra ser feliz, a toda hora e a todo lugar. Pra viajar muito. Conhecer novos lugares e pessoas. Pra anotar as coisas, porque a cabeça não funciona mais como antes.


Poderia falar mais um punhado de coisa, mas acho que vou deixar isso pra outra hora. Porque tem coisa demais pra viver e aprender por agora.
E você? O que diria pro seu eu mais novo e o seu eu mais velho? 
PS: sei que tem muita gente que não gosta de Los Hermanos, mas tem uma música deles que diz justamente sobre o que dizer para o eu mais novo e o eu mais velho. Chama "O Velho e o Moço". Pra mim, ela representa tudo isso que eu escrevi. Se não vale a pena ouvir, vale a pena ler a letra. ;)


segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Sobre a maternidade

Eu não sou mãe e não... não estou grávida. Só quero expressar algumas ideias e sentimentos sobre (mesmo sem ter nenhum conhecimento de causa). Gravidez é algo que acompanha a mulher por quase toda sua vida, mesmo sendo algo que ela não queira. Foi o meu caso por um tempo, mas não foi sempre assim.
Não tenho muito jeito com crianças, mas quando eu era mais nova eu até tinha. Lembro que no Ensino Médio uma professora tinha uma filha de uns 3 ou 4 anos (não lembro muito bem) e em uma visita à casa dela fiquei amiga de sua filha. Desde então trocávamos cartinhas. Diziam que eu realmente parecia criança quando escrevia para ela e bem, eu me sentia assim.
Nessa mesma época eu pensava em casar aos 23/24 anos e que engravidaria aos 26/27 anos. No meio do caminho mudei de ideia sobre tudo isso e cá estou: casei com 26, estou beirando os 30 e ainda não estou grávida.
Desde que me casei nunca me senti, nem me vi mãe. A não ser mãe de gato e cachorro. <3


PS: meus gatos são órfãos de pai, pois o Marcel fala que não é pai deles. É dono. ¬¬ 
PS 2: pelo menos eles têm mãe e avó. Sempre que minha mãe chega na minha casa ela fala pros meus gatos "vovó chegou!". hahahaha... Me divirto horrores com isso! 
PS 3: Marcel discorda da legenda da foto. hhahaha
E me sentia bem com a ideia de talvez não ser mãe, de parir um ser. Mas confesso que nos últimos meses tenho planejado.


Leia-se: eu quero muito, o marido já aceita a ideia, mas quanto mais ele puder adiar, ele adiará.
Antes quando via criança queria correr pro lado oposto. Interagia discretamente, mas nada de ficar eufórica quando via um bebê ou alguma amiga engravidava. Claro que ficava emocionada por elas, mas não ao ponto de querer ter um.
Acho que parte do meu medo é ser muito parecida com minha mãe. Quem a conhece sabe como ela é brava (na realidade ela já melhorou muito!) e por algumas surras e cobranças cresci com alguns traumas. Sem dúvida, minha mãe sempre fez o que pôde por mim e pela minha irmã e sou muito grata por tudo isso. Parte dos meus medos e inseguranças vêm daí, mas com certeza parte da mãezona que habita em mim, vem dela.
Hoje o meu lado mãe já floresce. Quando vejo algum bebê ou criança, já bate aquela vontadezinha e fico imaginando um mundo com um mini Marcel ou uma mini Stéphane (não, não darei nomes complicados para os filhos).



Mas antes dessa vontade aparecer, eu queria apenas fugir desse universo materno e me via apenas mãe de bicho. E pra mim bastava. Meus pais me conhecem tão bem que nunca fizeram aquela cobrança chata "e quando vem meu neto?". Ou talvez nunca fizeram porque já têm a minha sobrinha e isso bastava para eles. Na realidade, acho que foi um pouco dos dois.
Em contrapartida, a família do Marcel não é a mesma coisa. Filho mais velho, primeiro a casar. Sem netos para os pais (pai e padrasto).
PS: ao contrário do que possa parecer não é um casal homossexual. ahahha
PS 2: mas se fosse o caso, não teria problema algum!
Ou seja, toda a cobrança em cima dele. Acho que desde que saímos do casamento (brinks! Mas foi algo próximo a isso) algum dos dois começou a cobrar. "Todos os meus amigos já são avós!".
Bem... que bom pra eles!
Sinceramente, eu fico pensando se junto com a cobrança, vem aquela mão amiga para dar uma ajuda quando precisarmos. Seja uma noite para irmos numa festa ou um almoço no domingo em família, ou simplesmente uma mão em trocar a fralda. Posso estar julgando mal e errado, mas acredito que no fim das contas, na hora que o cerco fechar, seremos apenas eu e o Marcel.
Não tenho filho, mas imagino a dificuldade que seja ter um. Escolinha custa uma fortuna (sei por causa dos amigos) e você precisa aprender a lidar com um novo mundo. Fora a vida que você deixa de ter pra dar o seu melhor a ele (a). Adeus vestidos, adeus viagens a qualquer hora, adeus barzinhos e muito mais. Sim, eu sei que soa egoísta, mas conheço muitas mulheres que pensam assim.
Vale tudo a pena? Imagino que vale, mas acho que se você pode se planejar, se preparar psicologicamente, financeiramente e tudo mais para receber uma criança da melhor maneira possível... bem, eu prefiro assim.
E os medos? Como educar? Como criar? Será que vou ser superprotetora, muito conservadora? Será que vou criar um ser humano legal pro mundo? Será que vou passar os valores certos? Será que vou traumatizar a criança? Será que vou saber se vai fazer frio ou não pra falar que tem que levar o casaco? E se eu perder o emprego ou se o Marcel perder? Será que vou alimentar ele (a) direito? Não pode refri, não pode doce, mas eu AMO doce e preciso dar o exemplo. Pode? Não, não pode.
Medo, medo, medo, vários tipos de medo.
Ouvi uma amiga dizer uma vez "você nunca vai estar pronta. Quando a vontade superar o medo, essa é a hora". Bem... ainda tenho medo, mas a vontade tá ali no páreo, quase empatando o jogo.


Enquanto isso vamos apenas imaginando. O texto continua numa outra oportunidade.